segunda-feira, 12 de maio de 2008

O manual do cafajeste



Luanda é o paraíso dos homens desesperados, sim! São muitos os estrangeiros casados que vêm pra cá e largam mulheres e filhos em casa. Uma vez aqui sozinhos sem ninguém para dar satisfação eles começam a achar que estão no paraíso. No melhor estilo "não existe pecado do lado de baixo do equador".

É muito comum a gente ouvir o seguinte comentário "O que se faz em Angola, morre em Angola", como se a sua consciência não te acompanha-se a onde quer que você fosse...

Mas enfim, isso são outros quinhentos, afinal de contas cada um sabe da sua vida e principalmente sabe o valor do que tem em casa para colocar em risco...

Aqui como existem muito mais homens do que mulheres entre os estrangeiros é inevitável que a gente conviva muito com eles e faça um curso intensivo no manual do cafajeste... Sim, aquele que todas nós sabemos que existe, mas insistimos em achar que só o namorado das outras é que usam e que com a gente sempre vai ser diferente...

Depos dessa temporada em Luanda com certeza minha vida amorosa nunca mais será a mesma. Confesso que ela já andava devagar quase parando desde que o romance mais que perfeito acabou. E se lá no fundo, mas lá no fundo mesmo ainda existia uma minuscula esperança de encontrar o tal do cara certo, com certeza essa esperança acabou.

Hoje eu estou um tanto quanto revoltada, não sei se revoltada é a palavra certa, talvez decepcionada seja o mais correto. Ou quem sabe frustrada... De qualquer forma o que eu sei é que não me agrada nem um pouco o que eu tenho visto...

Caras casados que vão para a balada todos os dias e catam qualquer tipo de candanga que encontram pela frente, caras casados que pagam de namoradinho como se vivessem em um mundo paralelo, caras casados que moram com outras aqui. Casados, casados e mais casados que vivem as noites como adolescentes inconsequentes e se refastelam na manhã seguinte contando vantagens sem o menor respeito pela mãe dos seus filhos ou mesmo pela conquista da noite passada...

As histórias que eu ouço são tão absurdas que eu me pergunto se isso realmente existe ou é alguma espécie de show de Truman...

Outro dia estava na praia e encontrei um português que havia casado há menos de 15 dias, ele estava na praia com a namoradinha angolana (hello, pq casou então?).

Depois fiquei sabendo de um outro cara que namorava com uma angolana a 5 anos e levava ela para passar as férias no apartamento de veraneio da família dele, o mesmo que ele passava com a mulher e os filhos! (hello, alguém pode me dizer se eu estou ficando louca?)

Não sou nenhuma santa e nem espero fidelidade absoluta por aqui, mas gente será que eu sou muito pudica ou as pessoas perderam de vez a noção do certo e do errado? Onde e que foi parar a lealdade?

Será que realmente não se pode confiar em ninguém por aqui? Ou pior será que não se pode confiar em ninguém em lugar nenhum? Meu deus, será que eu sou tão ingenua assim para acreditar que sou especial, ou será que a carência tem crescido tanto a ponto de me fazer fechar os olhos para o óbvio?

Com o passar dos dias aqui, a gente começa a perder a referência do que é certo e errado, do que é moral e imoral, do que é bom ou ruim e do que é ser leal ou desleal...

Eu só espero que a minha aliança honesta em Luanda volte logo...

28 comentários:

fernando baião disse...

Eu não sou estrangeiro e muito menos nenhum santo. Luanda tem muita mulher bonita e homem estrangeiro não resiste.Deixa a mulher no país de origem e mal chega a Angola,começa logo a namorar e pensam que todas as angolanas são putas. Muitos, fazem mesmo filhos e abandonam as próprias. Aqui há uns seis anos anos atrás, os hoteis só tinham homens expatriados, agora você vê muita mulher. Porquê? Por isso mesmo, as mulheres sabem que, se não acompanham os seus maridos, sobretudo recem casados, já eram, são passadas para trás. Também tem o contrário, angolana vive mal, não tem dinheiro para o leite dos filhos, clínicas são caras para burro, alugueres de casas estão pelos dias da amargura, o assédio sexual passou a ser um pandemia em Angola,mesmo mulher casada se envolve com cooperante para sustentar marido desempregado e sustento dos filhos. Problema complicado dum lado e do outro.Cooperante fica deslumbrado, mulher angolana é atraida pela necessidade dos dolares fáceis que o estrangeiro tem.

Migas disse...

Ahahah... Isso é que foi "meter o dedo na ferida", como se costuma dizer! Mas ainda há esperança querida! Sabes que um dos amigos que veio comigo, vai agora casar, com uma menina que conheceu aqui (portuguesa). Ainda haverá pessoas honestas por aqui. Mas tal como a ti, isso também me faz uma confusão danada. Sabes uma engraçada que aconteceu comigo? Uma certa senhora, casada, de outra nacionalidade, dormiu uma vez em minha casa e eu disse-lhe que, caso ela quisesse, eu podia emprestar-lhe um biquini para ela ir connosco, para a praia, no dia seguinte. Ao que ela me respondeu que era muito conservadora e não usava biquinis tão pequenos. Confesso que fiquei meio envegonhada. Não que o meu seja assim tão pequeno mas, ok, fiquei envergonhada na mesma. Essa mesma senhora vive à meses com um homem casado (aliás, ambos casados com filhos e seus companheiros lá no país deles). Conclusão: o que é pior? Vestir biquini pequeno e ser fiel ao meu cara-metade ou não vestir e dar facadinhas no matrimónio? ahahah Acho que ambas sabemos a resposta mas, fazer o quê?

E mais, uma noite, um colega num bar, com um grupo de amigos só homens, foi buscar uma bebida. Ao lado, uma angolana estendeu-lhe um papel com um número de telefone e acrescentou: hoje estou acompanhada mas liga-me depois. ahahahah Assim, ora confessa lá, é difícil resistir!!

Beijos!

Bel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
kianda disse...

Gostei muito de ler este post, aliás como diz a migas e muito bem, o dedo bem dentro da ferida. Também eu não percebo, tem sido um tema recorrente nas conversas entre os meus amigos, e acho que nunca chegamos a conclusão. Há traição em todo o mundo, há relações por interesse, todas as sociedades têm os seus "podres", mas a sociedade em Angola para mim, perdeu a noção do mais básico respeito. Os padrões subiram, não se dorme (e faz fihos) com um homem casado por causa do básico que não se tem, mas sim porque se quer uma L.Vuitton, um jipe, uma viagem ... mas a culpa não morre solteira e por isso não é das mulheres, é deles e delas, de todos nós que por vezes aceitamos calados o que a amiga(o) faz, e no geral de toda a sociedade que está a perder todo os valores.

Migas disse...

Hummm...oh Fernando, não me parece que o facto de haver mais mulheres, seja pelo facto de terem medo de perder os maridos por terras de Angola. O mercado profissional também está mais aberto (pouco, é certo) às mulheres. À 6 anos o país era pouco pacífico para mulheres. Aliás, ainda hoje, sempre que caminho pela cidade não sei bem se é já tranquilo. Eu pelo menos circulo com medinho e respeitinho.

No meu caso, vim porque tinha cá a minha cara metade mas também para trabalhar. Angola não é país para acolher donas de casa. Quer dizer, se as há, serão concerteza mais desesperadas do que as da série. :o)
Conclusão: vim por amor mas não por ciúme cego. Vim porque idealizo a minha vida a viver com a pessoa que escolhi, e que me escolheu, o dia-a-dia e não 3 vezes por ano. Caso contrário escolheria melhor. Lol

E para além disso, não será só em Angola que isto acontece. Em qualquer país poderá acontecer "pecados" destes. Com outra dimensão, talvez.

Ah, mas também há o reverso da medalha! Ou pensam que as mulheres de estranageiros andam a dormir? O último caso que tive conhecimento, estava o marido a ir para Portugal, certificar-se que o filho que nascera era dele. Algo não batia certo! ahahah E é muito bem feito, diga-se de passagem.

Beijos (leais, sempre)! :o)

F. disse...

Menina de Angola, não se cobre tanto. Deve ser a primeira vez que você vive sozinha fora do Brasil, porque esse comportamento é muito comum entre os expatriados soiltários. Eu estou em Angola com a minha cara-metade, por isso estou na paz. Mas quem fica muito tempo sozinho perde um pouco os freios sociais que ficaram do outro lado do Atlântico, tão distantes. Certo ou errado? Não sou ninguém pra julgar. Só sei que acontece muito.

Menina de Angola disse...

nossa, mas esse post fez sucesso, rs
Eu não espero fidelidade absolta, também não acho que os fins justificam os meios.

O que eu acho é que falta respeito e lealdade e isso não é só por parte dos expatriados, sejam eles homens ou mulheres, eu falo dos homens porque é com eles que eu mais convivo, mas sei de histórias com mulheres também...

De qualquer forma esse comportamento não é exclusivo de Angola eu sei, mas aqui eu tenho acompanhado de muito perto e por isso me choca...

Obrigada a todos pela visita!!!

:)

Anônimo disse...

Depois de ler várias vezes este post, hoje não resisti a comentar... É que senti bem na pele a situação que descreve e que ainda hoje doi em mim como se de uma ferida aberta se tratasse!
No verão de 2006 conheci e apaixonei-me por um engenheiro civil a trabalhar em Angola... acreditei nos sentimentos que ele dizia ter por mim e nas promessas do breve regresso definitivo a Portugal, porque queria ficar junto de mim e porque (dizia ele) não gostava de estar aí...
Qual o meu espanto, quando no final do ano passado e já depois de ter terminado o relacionamento comigo há 10 meses, descubro não só a sua traição, mas que dessa mesma traição nasceu uma criança!...
Afinal percebo agora, que situações destas são o prato do dia em Angola!!!

Menina de Angola disse...

Fico triste em saber que ainda sofre por um tipo como esse... Mas a realidade é que não existe relação sincera que resista a distância...

fernando baião disse...

Isto é um problema universal. Dizia a minha avó, que "longe da vista, perto do coração", só se era no seu tempo, pois, hoje, a distância, no amor, é má conselheira.Nos países tropicais, o problema agudiza-se, o Sol, a praia, o cheiro da terra, empurra-nos para a frente, tanto homens como mulheres, felizmente ainda há os resistentes.

Anônimo disse...

Todo o ser humano tem um preço.
E onde há miséria o preço do ser humano é muito muito, muito baixo.

Menina de Angola disse...

Engraçado como a mesma coisa tem significados tão diferentes para as pessoas. Quando eu escrevi esse post estava pensando na falta de responsabilida, lealdade e respeito que os expatriados (homens e mulheres), têm com os seus respectivos conjugês. Mas a maioria das pessoas pensou na facilidade do sexo. Será que para quem está longe em casa cuidando dos filhos faz alguma diferença se o sexo foi pago ou de graça?

Migas disse...

Para mim não faria, concerteza. Agora, tenho de concordar com a kianda (andamos sempre a concordar uma com a outra... até parece que combinamos) e discordar do Fernando. O que vejo por aqui não é a luta pela sobrevivência. Não será só a miséria que leva a isto. Porque há muitas angolanas que conseguem sobreviver sem ter de se envolver com expatriados, pelo dinheiro. O que eu vejo é a ansia pelo luxo. Quando falo neste termo quero dizer: ter dinheiro para roupas, para poderem ir a restaurantes caros, para poderem ter telemóveis chiques, para poderem ir aos restaurantes e tratar as empregadas (angolanas também) com desdém... Eu sou muito observadora, para o bem e para o mal. E já me tenho apercebido de certas situações caricatas. E isso é algo existente nesta sociedade. É o querer ostentar mais do que o vizinho. Por isso, não creio que seja para matar a fome aos filhos!

Mas também existem situações de amor verdadeiro e de relações sérias. Claro.

Outra coisa, tu falavas à uns tempos sobre o machismo da sociedade. E eu concordo plenamente. Mas, e o contrário? A moça que ajuda lá em casa, fica com o ordenado dela todo para gastar em futilidades. Porque segundo ela, o homem é que tem de sustentar a casa. Enfim, não será só nos prédios altos que Angola vai evoluir. Irá certamente faze-lo nas mentalidades. Mas isso levará o seu tempo.

Beijos

Bel disse...

Os dolares de Angola estão a destruir muitas famílias em Portugal.


Beijinho

Anjo da Sorte disse...

O Analfabetismo é uma constante nas companheiras africanas dos Engenheiros.Pergunto-me se eles se sentirão bem na sociedade Europeia com as mães dos filhos que vão tendo por aí?

Gisele disse...

Só para dizer que eu infelizmente me identifiquei muiiiiito com esse seu ultimo post... principalmente o final... a gente perde a noção do é certo ou errado... Eu sou muito racional e tenho medo de me incorporar ao "esquema" por pura carência.

Menina de Angola disse...

Gisele,

Não acredito que a carência seja responsável pelo comportamento dúbil. A verdade é que quem quer apronta onde quer que esteja. E se vc não quer com certeza não vai entrar no esquema. Assim como vc existem pessoas sérias, o dificil é achar. rs

Anônimo disse...

Menina de Angola
Como foi bom ler o seu blog na íntegra.
Que cabeça bem feita e quanta sabedoria.
Como me revejo em si que provavelmente tem a idade da minha filha.
Mas sou como dizem em Angola uma kota de cabeça nova.
Tantos anos ligados ao meu país embora não seja Angolana por nascimento.
Anos de dedicação e de apoio de todas as formas.
Sempre voltei a Angola mesmo no tempo da guerra brava. Minha família ficou e eu optei por sair.
Casei com um angolano pula.
Passei a vida mostrando aos meus filhos Angola como o PARAÍSO NA TERRA.
Voltei em 2002 logo no final da guerra e dizia com muita graça: Vim para, me aparafusar de vez, ao meu mundo.
Tentei! Tentei e não consegui.
Meu filho de 15 anos na altura, merecia melhor.
Minha filha estudava engenharia em Portugal e estava só.
Encontrei uma sociedade de «emergentes» em Novo-rico que me pôs de rastos!
Vi senhoras de «Alta Sociedade» pedirem às empregadas que lhe apertassem os sapatos.
Meu filho degradava-se em companhias sem rumo e objectivo, embora eu fizesse questão que ele não dividisse sociedades como sempre lhes ensinei.
Todos somos iguais!
Vi tanta injustiça e tanta perversidade que virei costas ao meu paraíso tão degradado.
NADA NASCE E MORRE EM ANGOLA! Hoje a net leva-nos a todo o lado.
O homem malandro, «cafageste» como lhe chama existe em todos os lados.
Mas acho que o Português é pior!
Ele ilude-se no afastamento, esquece família e valores morais mais rapidamente.
Vi coisas que possivelmente não verei de novo. Passei e assisti a situações que preferia ser cega e muda do que ouvinte e humana.
Meu Deus! Como o ser humano cai tão baixo!
Alguns regidos por valores morais e religiosos!
No entanto, a menina que vai com o General sendo da idade da filha mais nova dele, vai por um telemóvel, que chega a casa e a mãe não pergunta «QUEM DEU E COMO DEU» mas logo a seguir, pede: «AMANHÃ VÊ SE ARRANJA UM PARA MIM», essa coitada, tem perdão.
Não lhe ensinaram princípios, nem moral.É o que é! Substituiu a mãe nas lides usuais!
Mas mulher de «ALTA SOCIEDADE» que manipula, que provoca, que faz tudo por dinheiro e que quer mais, mais, mais, que trata o seu semelhante como um escravo.
Que é soberba!
Mal-educada!
Com pose de alta dama e cabeça preparada para conseguir tudo sem trabalho, sem escrúpulos, usando o corpo e a postura para obter o que quer….
CUSTA MAIS!
Ela tem princípios, é conhecedora, ela sabe como «FAZER».Burro, imbecil e parvo é o que cai.
PORTANTO QUERIDA, ACHO QUE O PRÉMIO NOBEL DA PUTARIA DEVERIA SER ATRIBUÍDO EM ANGOLA.
Parabéns Sandra, você me encheu de orgulho.
Afinal, de que serviu a liberdade do meu povo?
Beijinho muito grande.
Massaroca

Anônimo disse...

Sei de mais de alguns casos muito interessante sobre os relacionamentos de portugueses e também brasileiros que tendo criado novos relacionamentos com moças angoloanas das quais tiveram filhos. Um deles simplesmente foi embora e nunca mais quis saber deles. Outro levou a "nova" família mas como já cá tinha uma família e o "feitiço" de Angola não funciona na Europa e o Sr. Engenheiro após dois anos de estar em Portugal simplesmente abandonou a familia Angolana à sua sorte porque ela não se adaptava ao seu estilo de vida e voltou para a mulher e os filhos que não quis de maneira nenhuma assumir os filhos da "outra" a Angolana. Pelo que sei ele pagou-lhe mais tarde a passagem a ela e aos miúdos e mandou-a de regresso para Angola dizendo que ía voltar mais tarde para lá. Pura mentira. Tem um cargo numa multinacional onde também trabalha a mulher uma pessoa doutorada. Ele diz que o "caso" Angolano foi por estar "bêbado" ou ter fumado liamba a mais e faz disso piada.
Um outro também trouxe a moça com quem aí teve um filho, este era solteiro e passado pouco tempo deixou a moça obrigando-a a regressar a Angola. O filho está num colégio e ele nem sequer está com ele nas férias, casou com uma colega de Universidade, já tem uma menina.O encanto da mulher de Angola passa rápido na Europa.
Não há amor nem respeito nesse tipo de relacionamentos o que conta é apenas o sexo e este cultiva relações duradouras. Pobres crianças os filhos deste homens e destas mulheres.

Anônimo disse...

Não há amor nem respeito nesse tipo de relacionamentos o que conta é apenas o sexo e este Não cultiva relações duradouras. Pobres crianças os filhos deste homens e destas mulheres.

Sei muitas histórias tal como a pessoa que comentou acima. Sou homem e critico o que se passa em Angola. Péssimas atitudes.Péssimos exemplos. A minha educação foi outra.

Anônimo disse...

Ola,

Então, este comentário é um assunto muito sério, pelo menos para mim. Tenho um noivo em Angola, Luanda e sou muito encanada com traição, vejo ele a cada 60 dias, meu maior medo também são as doenças que existe no país e principalmente HIV. É realmente de se preocupar quando amamos alguém, pior quando ouvimos que nos Ama também.....

Infelizmente hoje em dia não tem respeito e sim uma grande falta de amor a sí próprio e não com o próximo.

Ana Filipa Silva disse...

Acho maravilhoso o "debate" que se desenvolveu acerca deste tema que não se desenvolveu acerca de outros, por exemplo, como a pobreza, a escravatura... não será mesmo sinal de que esta realidade que a Menina de Angola descreve é de reflectir e perceber como cada um de nós contribuímos para ela? Pensem nisso.

Anônimo disse...

A menina de Angola tem toda razao, esta sociedade esta completamente doente, as mulheres ja nao se entregam por miseria mais por luxo e vida facil, pos eu estive a falar com uns estrangeiro em que eles me disseram que as mulheres Angolanas vendem-se por uma cerveja por um jantar, vejam até que ponto estao doentes? no minimo sao orfao de dignidade.

Anônimo disse...

Menina, de fato isso nao acontece soh am Angola... Em SP, NY, Lisboa, Sydney e pelo mundo afora tbem.... Viver em outro pais, longe da sua cultura, dos seus valores.. te torna um cidadoa do mundo e aos poucos algumas pessoas vao perdendo a referencia... Nao deixo de achar errada tal postura independente de qquer coisa. Pois acredito que se estou com alguem eh pq valorizo e respeito esta pessoa. Nem todo mundo pensa assim amiga!!! E se nao estamos de cordo com tal comportamento que nao tenhamos amigos ou amigas que se comportem assim...

Anônimo disse...

Ainda tá valendo comentar sobre isso por aqui? rsrsrsr

Anônimo disse...

Estive casada durante 31 anos. Um casamnto feliz com o único namorado que tive. Tinha o meu marido como um homem sério, com carater, integro e que me amava muito. Com a crise, a empresa que tinhamos, ficou em muito maus lençóis e a alternativa foi o meu marido ir para Angola. Vinha cá de 3 em 3 meses e matávamos as saudades.Todos os dias falávamos pela net e eu vivia para o dia em que ele regressava. Tenho um filho de 30 anos, que sofre de Esclerose Multipla, mas que pela graça de deus está muito bem, inclusivé já casou e deu-me uma neta que é a luz dos meus olhos. Há dois anos, o meu marido veio passar o Natal e eu já há algum tempo notava que ele andava diferente, mas como ele dizia que odiava estar em Angola julguei que fosse uma depressão.Já lá iam 4 dias desde que tinha regressado e não me procurava como mulher, mas mantinha a postura de carinho e eu achava msmo que fosse uma depressão. Então, no dia 26 decidi inquiri-lo e tentar saber o que se passava. Disse-me, sem mais nem menos:
"Tenho lá uma relação com outra pessoa e gosto dela!" Morri!!! Fiquei em estado de choque e em dois meses emagreci 25kg. Não dormia, não comia, só me apetecia morrer.Hoje reconheço que fui ingénua e soube de tantos casos, tantos, que não compreendo porque só tomei conhecimento deles depois do que me aconteceu. Tudo começou, por ele se ter metido com mulheres desonestas e depois encontrou uma, que viveu em Portugal 20 anos, culta e inteligente, porque de bonita, não tem nada. Tem um certo estatuto na sociedade angolana, com generais na familia e tem uma Revista feminina, "Mulher Africana". Julgo que um branco lhe dá um certo estatuto, pelo menos, é o que se conta.Depois do dia 26 de Dezembro, o meu marido veio a Portugal e decidimos fazer as pazes, começar de novo e quando regressou a Angola, arranjou-me emprego, falei várias vezes com o meu futuro patrão, para acertar as coisas. Andava feliz, porque o amava muito. Tirei o passaport, vacinas, enfim toda a documentação necessária e ia pondo tudo o que era necessário para levar(roupas, etc) na mala. Até que uns dias antes da partida, pela net, ele diz que não sabe o que há-de fazer, que é um fraco, e que ela não o larga.Perdoem-me a expressão, mas mandei-o para a PqP.Hoje divorciada, ainda tenho a ferida aberta, foi muito doloroso!!! E, apesar de já não nutrir qualquer sentimento por ele, o que mais me custa é ela que se faz passar por santinha, sempre com "posts" a dar lições de moral a todos, sempre a clamar por Deus e a sentir-se abençoada por Ele!!!Falsa!!! Porque essa é uma das coisas que me revolta. Vai-se ao FB e todas as angolanas são muito crentes e é tudo por Deus e em nome de Deus!!!e a par desses "posts" metem fotos em poses de calendário da playboy, com comentários de autênticas "putas".
Angola é um país de grande injustiça social, um país onde o respeito pela familia , pela moral, já era. A perdição de muitos homens, a destruição de muitos lares. Hoje sigo em frente, com um homem que me trata como uma princesa.Mesmo assim, nunca fiando.... Só peço a Deus que me ajude a esquecer, porque não passa um único dia em que não me interrogue porquê? Era um casamento tão feliz, porquê? Peço a Deus que me ajude a deixar de sentir este sentimento de vingança, já que ele me compensou com este homem que me tem feito feliz, mesmo sem eu o ser completamente, porque o que passei,deixou uma grande marca e nunca mais serei a mesma. Um conselho: NÃO DEIXEM OS VOSSOS HOMENS SÓZINHAS EM PAÍSES COMO ANGOLA, VÃO COM ELES" (Eu quis ir, mas ele dizia que eu não me adaptava e que era perigoso") Mesmo assim VÃO!!!

Filomena António disse...

Olá, sou angolana e casada com um cidadão português, graças a Deus não destruí lar de ninguém encontrei o meu marido sozinho e sem nenhuma outra relação, não é só em Angola que acontece esse tipo de coisas.,não são só as angolanas que namoraram com os maridos/noivos, e namorados das outras, se um não quer dois não brigam, ninguém colocou faça no pescoço do namorado ou marido para trair e se traiu é porque queria, nunca namorei com marido de ninguém, arranjei o meu marido é não tive de destruir família de ninguém, meus sogros me adoram meu marido não tem filhos e eu também não, vamos constituir agora a nossa família tenho 28 anos e meu marido tem 34 anos, feitiço existe mas nem todas as mulheres que estão com estrangeiro quer dizer que a pessoa fez feitiço 😐

Menina de Angola disse...

Cara Filomena, peço desculpas se meu post lhe ofendeu de alguma forma, nunca foi minha intenção. O que quis relatar foi o comportamento de muitos homens casados que fora do seu país se comportam como adolescentes. Sei muito bem que a maioria das Angolanas são tão engaadas quanto as proprias mulheres deles. Como vc mesmo disse cafajeste e traições existem em todo lugar. Tenho varias amigas angolanas e as admiro muito. Alias se vc ler meu blog verá que em muitas ocasiões exaltam o valor e a força da mulher angolana com profunda admiração.