terça-feira, 29 de abril de 2008

Abrindo um parêntese



Foto by Psicólogo, maroto e centrado

Esse blog era para ser só sobre Angola, mas aqui as vezes eu me sinto tão sozinha quanto esse tanque esquecido em um canto da estrada, marcas de uma guerra que acabou, mas ainda não foi esquecida.

Hoje vai ser o dia do colo. Tem horas que a saudade bate de verdade, essa madrugada eu acordei com um torpedinho da minha sobrinha (linda!).

Por mais que o pessoal do trabalho esteja sempre junto e invente e reinvente formas de passar o tempo e espantar o tédio, ele não passa.

Por mais que o pessoal esteja disposto a ser seu amigo, eles não são os meus verdadeiros amigos.

Muitas vezes me sinto como uma peça de quebra-cabeça que foi misturada as peças de um outro quebra-cabeça e nesse eu não me encaixo.

Ontem eu li um blog (http://www.cronicasdeguardanapo.blogspot.com), que refleti exatamente como me sinto hoje, segue um trecho do blog:

Outro dia

Tem dias que, sem motivo ou explicação, uma tristeza gigantesca invade minha alma. Aí fica reverberando nos ossos aquela saudade imensa de não sei bem o quê, que tira o brilho dos meus olhos e deixa meu sorriso opaco. Uma quase dor latente que dá um sono e uma preguiça danada, às vezes até de falar, acreditem. E me faltam respostas ou justificativas. E reviro os bolsos da minha existência, vasculho os cantinhos pouco varridos da vida, e nada. Nada explica essa minha tristeza. Nem a programação pobre da tv, nem avenida engarrafada. É meu dia de reticências. Sem alegrias nem tragédias, sem sorrisos verdadeiros nem elogios falsos. Tem dias que uma tristeza gigantesca invade minha alma, uma tristeza que não é minha. Espero que amanhã não seja um destes dias. Porque hoje já não tem como não ser.
por André Debevc

Eu só espero que realmente amanhã não seja um destes dias...

5 comentários:

jotabloguer disse...

Olá: Vindo parar aqui ao teu espaço por vias travessas (o blog da Paty), não me arrependo de todo! ANGOLA é para mim uma segunda pátria, visto que aí estive entre 1972/74 e e fiquei para sempre "preso" a esse sortilégio...Vou ler as tuas impressões da actual Luanda que eu calcorriei por todo o lado, em tempos proválvelmente mais bem conservados do que agora! Mas essa é tarefa dos angolanos e de todos dos que vivem e que gostam do que é seu de verdade!
Quanto ao teu estadode alma, muitas vezes isso acontece connosco nas sorri á Vida!
Fica bem!
Jorge madureira

Eric disse...

Drix, q sddes de vc!!!
Talvez o aperto no coração q vc sente de vez em qdo seja as sddes q as pessoas por aqui estejam sentindo de você, minha querida.
Agora q já sei onde te achar, vou ficar ligado nas notícias da "menina de angola", e espero manter sempre contato pra matar as minhas sddes de ti.
Bjão e cuide-se!

Migas disse...

Então Menina de Angola? Sabes que os primeiros meses são os mais dolorosos. Enquanto não encontras algo que te faz feliz. Dureza, é e será sempre. Não é fácil acordar às 4.30h, não é fácil chegar a casa e ter uma casa "vazia", mesmo que cheia de gente. Não é fácil quereres uma coisa básica e não conseguires comprar porque não há. Nunca são fáceis as saudades. Mas tudo muda! É só o começo, ok?

Ah, e sabes que eu estou por perto. Disponível, se quiseres e precisares! Eu sei que é difícil estar cá sozinha e, nem todos somos iguais a gerir emoções e amizades! :o)

E amanhã é feriado! Vai dar para dormir! Ahahah

Beijinhos

Luciana disse...

Oii San, entendo o seu "parentese"... e espero que essa "solidao" passe rapidinho. Como nao me mudei sozinha, nao pintou solidao. Mas vou falar que daqui uns tempos vai olhar pra tras e sentir saudades exatamente desse momente... Isso é muito louco!!! Otimo de ser vivido...
Beijos e se cuida
Lu

Clara disse...

Oi, sou eu de novo ahahahah
estou em Angola há cinco anos e ainda não me habituei. Embora tenha nascido em Angola, morei em Portugal a vida toda e chegar a este país e ver o modo de viver das pessoas, mudou algo dentro de mim.
Sei bem a que te referes quando dizes que não existem verdadeiros amigos. Aqui não dá pa fazer amigos de verdade. Parece que todos estão de passagem ou que apenas se juntam para alegrar os dias. Mas quando bate a tristeza ou a saudade, a pessoa está sempre só. Não sei pq existe esta dificuldade em fazer amigos, logo eu, que sempre adorei fazer amizades:))
Bjks