terça-feira, 13 de setembro de 2011

Orgulho Nacional



Os angolanos são muito patrióticos, dão muito valor as marcas nacionais e suas figuras de destaque. Hoje não se fala em outra coisa a não ser a eleição da miss uiverso. A angolana Leila Lopes, também chamada de diamante negro angolano arrancou suspiros dos homens e olhares de admiração e simpatia das mulheres e virou assunto nacional.

Linda e simpática não há dúvidas que mereceu a conquista, natural de Benguela a famosa terra das acácias rubras é também considerada a cidade com as mulheres mais lindas da África. Agora Benguela pode sim afirmar que tem a mulher mais bela do universo.

Além de mulheres lindas, Benguela também tem praias paradisiacas e um grande potencial turistico. Mas assim como os outros paraísos perdidos de Angola, continua com muita fama e pouco investimento na área de turismo.

Em meio a tanto orgulho ninguém comenta sobre as manifestações contrárias ao presidente no poder, muito pelo contrário o povo não está preocupado com isso, os partidos de oposição também não e não demorou para eles esclarecerem que não estão envolvidos em nenhuma manifestação…

Se antes do ocorrido os tais manifestantes já eram desconhecidos da grande massa, agora que foram condenados a 3 meses de prisão, a oposição se isenta de qualquer envolvimento e a miss angolana foi eleita miss universo e muito pouco provável que a população realmente se envolva nesse movimento.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Candongueiro



Desde que cheguei em Angola há mais de 3 anos conheci muitas pessoas diferentes. Pessoas de város países, várias profissões e o mesmo desafio: Se adaptar as dificuldades de um país em reconstrução.

Isso sem falar nas nossas próprias reconstruções diárias. O resultado disso são muitos dilemas e histórias para contar.

E foi exatamente isso que o João Fellet fez em forma de livro. Eu conheci o João na despedida do F. que escrevia o blog Casa de Luanda. O João me contou que estava indo embora também e que planejava ir até o Cairo de Candonga, rs. A Candonga era figurada, na verdade ele foi por terra.

A aventura virou o blog candongueiro que eu acompanhei dia a dia morrendo de inveja e fazendo mil planos para quando eu for embora também…

Agora o blog virou livro e apesar de ainda não ter lido, tenho certeza que é de primeira qualidade.

Fica a dica para quem quer conhecer mais de Angola e da África sem sair de casa, ou mesmo para quem quer se aventurar pelo continente mais misterioso e selvagem da terra.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Uma criança morre a cada 15 minutos



Hoje o blog abre espaço para falar de um assunto muito mais importante do que os costumeiros posts relacionados ao dia a dia em Angola.

Uma catástrofe natural está matando milhares de pessoas na África. A seca que castiga o leste da África mata uma criança a cada 15 minutos.

A Somália é o país mais afetado e milhares de refugiados tem emigrado pelo deserto para os campos de ajuda humanitária no Kenia.

Infelizmente, esses refúgios não estão dando conta de atendar a tanta procura e pedem ajuda urgentemente. O campo de Dagahaley projectado para atender 90 mil pessoas já tem mais de 332 mil e todos os dias chegam mais refugiados

Os países desenvolvidos se prontificaram a ajudar, mas o dinheiro não chega, e enquanto não chega mais uma criança morre.

Se você assim como eu se sensibiliza com o sofrimento de tantas crianças inocentes e não sabe como ajudar, ou mesmo tem medo que a sua ajuda caia em mãos oportunistas a ONU, por meio da sua agência de ajuda para refugiados tem um site para receber doações.

Clique aqui para acessar o site da UNHCR e fazer a sua doação.

É rápido, fácil e seguro, basta ter um cartão de crédito, as doações podem ser programadas para serem feitas mensalmente ou individual.

Não importa o valor, por menor que seja a quantia é uma ajuda válida.

A foto acima está espalhada por vários sites, mas não achei o autor, poderia encher o blog de fotos chocantes, mas prefiro ver as crianças felizes e sorrindo como a menina de angola que abre esse post.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Angola está a mudar

Já faz muito tempo que se ouve o jargão “Angola está a mudar”, mas quem vive fora do país, nas redomas do Talatona ou na loucura da cidade talvez não tenha dimensão do quanto Angola está realmente a mudar.

Não estou aqui para fazer propaganda do governo e não há dúvidas que há muito o que fazer, mas é impossível fechar os olhos para as novas centralidades habitacionais que estão surgindo em vários pontos da cidade.

A cidade do Kilamba Kiaxi com mais de 40 mil apartamentos na primeira fase é um bom exemplo.



Lógico que nada é de graça nem cai do céu, tudo tem um custo. Ainda não está claro como essas casas vão ser vendidas, mas o governo já anunciou que para adquiri-las tem de ser cidadão angolano, estar empregado e não ter casa própria. Essas medidas tentam conter a especulação imobiliária.

Para os novos moradores do Kilamba o governo já está preparando um manual de boa vizinhança que explica como viver bem em sociedade. São coisas básicas como não jogar lixo pela janela, não ouvir música muito alta e não parar na vaga do vizinho.

Quem já viveu em Luanda sabe bem porque isso tem de ser ensinado…

Outro exemplo das mudanças é a nova cidade do Camama com casas, apartamentos e 9 faculdades.



Centenas de famílias que foram desalojadas nos programas de requalificação urbana e que estavam em zonas de risco foram alojadas no Zango II e III. Muitas reclamam que é longe, que falta luz, que falta água e uma série de problemas que só o tempo dirá se serão solucionados ou não.

Mas uma coisa é certa, viver do jeito que estavam vivendo em áreas como a do Boa Vista com certeza não era melhor.



Esses são apenas alguns exemplos do que está sendo feito de concreto para melhorar a condição de habitação da população. Ainda tem muito o que ser feito, mas os primeiros passos estão sendo feitos.

E antes que digam que é ano eleitoral, vale lembrar que a eleição passa, mas as casas ficam.

E então você acha que Angola está ou não a mudar?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Luanda Jazz Festival 2011



A terceira edição do Luanda Jazz Festival já está batendo a porta. Mais uma vez Luanda vai receber músicos internacionais de excelente qualidade.

A edição desse ano vai de 29 a 31 de julho e os ingressos já estão a venda ao preço de Kz 8.800 na sexta e Kz 1.100 no sábado e domingo.

Felizmente a organização sentiu no bolso o efeito dos preços abusivos praticados o ano passado e baixaram os preços.



A programação oficial ainda não foi divulgada, mas entre os convidados internacionais o destaque fica por conta de Macy Gray que dispensa apresentações, o Pianista cubano Gonzalo Rubalcaba e Dee Dee Bridgewater, com o show dedicado a Billie Holiday (“To Billie with Love”).

Do Brasil nada mais nada menos que ninguém, bom pelo menos até agora ninguém foi anunciado e como estamos a pouco menos de 2 semanas do início do Festival é muito pouco provável que alguém venha. Uma pena para a comunidade brasileira que é a terceira maior em número de expatriados em Angola!

Mais informações no site oficial do festival

domingo, 26 de junho de 2011

Mais um ícone de Luanda vem abaixo


O patrimônio arquitetônico de Luanda não é respeitado, muito menos valorizado, e isso todo mundo sabe e não faltam pessoas que aprovem a demolição dos antigos casarões da baixa da cidade. Uns alegam que a cidade deve evoluir, outros que Luanda não deve guardar as marcas do colonialismo, enfim argumentos não faltam tanto para os que defendem quanto para os que são contra as demolições desenfreadas que assolam a cidade.


Mas sem dúvida nenhuma não vai ter uma só pessoa que conheceu Luanda que não vá sentir falta do Prédio da Cuca.


Primeiro foi o mercado do Kinaxixi que veio abaixo para a construção de um mega projeto de shopping, escritórios e residências e agora chegou a vez do famoso prédio azul com o letreiro amarelo da Cuca, ponto de referência em quase toda a cidade.


Logo que eu cheguei em Luanda e ainda não conhecia bem a cidade, sempre me guiava pelo prédio da Cuca para chegar ao trabalho, agora os novos visitantes vão ter de encontrar outra bússola para se orientar.

Com a estrutura abalada, depois que começaram os trabalhos de fundação do mega complexo em frente, não houve outra saída a não ser desalojar todos os moradores e proceder a sua demolição.


A demolição está sendo feita aos poucos, piso a piso, e confesso que é muito estranho passar em frente e ver tratores no teto em vez do letreiro luminoso, mas aqui é assim a memória da arquitetura vai se apagando com a mesma velocidade com que as novas edificações riscam o céu e alteram de forma irrevogável o horizonte.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Restaurante da Rua 11



Quem costuma trafegar pela estrada que liga o talatona ao Benfica já deve ter notado uma infinidade de placas com setas indicando o caminho para o restaurante da rua 11.

O restaurante na verdade fica na rua 23 e é um excelente local para quem quer apreciar os quitutes da culinária angolana num verdadeiro restaurante angolano.

Localizado numa rua de chão batido no Benfica, tem aquele ar de almoço de domingo no quintal de casa. A decoração é simples com muitos panos africanos e esculturas de madeira, tudo muito limpo e organizado.

Os pratos são servidos no sistema de buffet, (coma quanto puder) o preço é fixo Kz 4.500, não é nada barato nem mesmo para os padrões angolanos.



Mas a comida de excelente qualidade compensa o preço. Na longa mesa do buffet você vai encontrar o famoso funge de milho e mandioca, muamba de carne seca e de galinha, peixe grelhado, feijão de palma , e o meu prato preferido da culinária angolana: muteta com carne seca.

A muteta é um bolinho feito da semente da abóbora, ele é servido com molho de tomate e carne seca, o do Restaurante da Rua 11 estava impecável.



Para quem gosta de se aventurar pelos sabores exóticos ainda é possível experimentar uma enorme quantidade de verduras como a kizaca que lá é preparada de várias formas diferentes.

O prato que mais chamou a atençao foi o catato, uma espécie de minhoquinha crocante e com muita pimenta. Não, eu não experimentei, prefiro ficar no funje com muteta e feijão de palma mesmo.(para quem quiser saber como é a cara do catato de um pulinho no blog do Afonso Loureiro)



Se você ficou com vontade de experimentar um pouco da culinária angolana num verdadeiro restaurante angolano é só seguir pela estrada do golf até a feira de artesanato do benfica, vire a esquerda na rua do BFA e siga reto até a Rua 23.

OBS: As fotos que ilustram esse post foram retiradas do site: http://viajar.sapo.ao
um ótimo local para encontrar informações sobre Angola.